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Elastografia: Medindo a “Dureza” dos Tecidos para um Diagnóstico Precoce

  • Foto do escritor: Dr. Nathan Mielke
    Dr. Nathan Mielke
  • 12 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A medicina diagnóstica está em constante evolução, e a tecnologia de Elastografia por Ultrassom representa um salto significativo na capacidade de detectar doenças em seus estágios iniciais. Este exame inovador adiciona uma nova dimensão à ultrassonografia tradicional, permitindo que os médicos avaliem a rigidez ou elasticidade dos tecidos do corpo.

Conhecida popularmente como a medição da "dureza" dos tecidos, a elastografia é uma ferramenta não invasiva que auxilia no diagnóstico precoce de condições graves, como a fibrose hepática e a suspeita de malignidade em nódulos.


elastografia hepática

O Princípio da Elastografia: O Toque Digital

Historicamente, os médicos utilizavam a palpação para sentir a textura e a rigidez de um órgão ou de um nódulo. Um tecido mais duro que o normal era um sinal de alerta. A elastografia moderna replica essa avaliação de forma quantitativa e objetiva.

O exame funciona através da emissão de ondas sonoras de baixa frequência (vibrações) que se propagam pelo tecido. A velocidade com que essas ondas viajam é medida:

  • Tecidos Moles (Elásticos): A onda viaja mais lentamente.

  • Tecidos Duros (Rígidos): A onda viaja mais rapidamente.

O resultado é expresso em unidades de medida (geralmente kPa - kilopascais) ou em um mapa de cores, onde cores mais quentes (vermelho/laranja) indicam maior rigidez e, consequentemente, maior risco de doença.


Aplicações Clínicas: Onde a Rigidez Faz a Diferença

A elastografia é uma tecnologia versátil, mas suas aplicações mais cruciais são no diagnóstico de doenças que alteram a estrutura do tecido, tornando-o mais rígido.

Aplicação

O que a Rigidez Indica

Importância no Diagnóstico Precoce

Elastografia Hepática

Fibrose (cicatrizes) e Cirrose.

Substitui a biópsia hepática na maioria dos casos, permitindo o monitoramento não invasivo da progressão da gordura no fígado (esteatose) para fibrose.

Elastografia de Mama

Malignidade em nódulos.

Nódulos cancerosos tendem a ser significativamente mais rígidos que os benignos, auxiliando na classificação BI-RADS e na decisão de realizar a biópsia.

Elastografia de Tireoide

Malignidade em nódulos.

Semelhante à mama, a rigidez de um nódulo tireoidiano é um dos critérios utilizados na classificação TI-RADS para indicar o risco de câncer.

Elastografia Hepática: O Padrão-Ouro para o Fígado

A aplicação mais conhecida e revolucionária da elastografia é no fígado. Doenças como a Esteatose Hepática Não Alcoólica (gordura no fígado) podem evoluir para fibrose e cirrose.

A elastografia permite ao médico:

  1. Estadiar a Fibrose: Classificar o grau de dano hepático (de F0 a F4 - cirrose) de forma não invasiva.

  2. Monitorar o Tratamento: Avaliar se a rigidez do fígado está diminuindo (melhora) ou aumentando (piora) em resposta a mudanças de estilo de vida ou medicamentos.


Tecnologia a Favor da Prevenção

A elastografia por ultrassom é um avanço que oferece um diagnóstico mais rápido, seguro e preciso, reduzindo a necessidade de procedimentos invasivos como a biópsia. Ao medir a "dureza" dos tecidos, ela nos dá uma informação valiosa sobre a saúde interna do corpo, permitindo a intervenção médica no momento ideal.

Não espere os sintomas aparecerem. O diagnóstico precoce é o seu maior aliado.


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